Escravo das Paixões
Humano, demasiado humano
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Textos
Reamor de julho
Era final de julho
As águas eram frias
Tal qual os corações
Dos velhos amantes
Então os olhos se encontraram
As águas se avolumaram
Os corpos se despiram
O mar revirou em ressaca
A intimidade se tocou em fúria
Eis que o mar recua
E os corpos se afastam
No banco branco de areia
Restam escombros, galhos, troncos
Mágoas de tempos passados
Do amor e do mar
Não resta nada
Reamor de julho

Luís Carlos Pileggi Costa
Enviado por Luís Carlos Pileggi Costa em 01/08/2021
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