Escravo das Paixões
Humano, demasiado humano
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Textos
UTI novamente

A vida por um fio
Novamente a corda bamba
De um lado a vida colorida
Do outro a sombra do desconhecido
Flertarmos a morte e eu
Já tem um ano essa aproximação
Ela seduz, eu me esquivo
Feito donzela virgem eu fujo
A morte é bela eu a vi novamente
Tem corpo moreno e cabelos negros
Não é terna, nem doce, mas bela
Quão bela a morte pode ser
Em um ano morri três vezes
Desvivi porque domino as palavras
E desmorri porque domino os sonhos
Ignoto amigo, ao ver a morte
Não pense em filhos ou família
Vai doer demais
Pense nas paisagens do mundo
Lembre das coxas da pessoa amada
E vá em paz
Morrer é uma cópula eterna o ser e o não ser
Entre a existência e o nada
Eu escolho existir
Coito interrompido no leito da uti
Das outras vezes sai do hospital pra cama ela
Amanha sairei do hospital para a areia de trindade
Se um dia morte enfim me seduzir
Que seja na beira do mar banhado em luar
Luís Carlos Pileggi Costa
Enviado por Luís Carlos Pileggi Costa em 25/04/2021
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