Escravo das Paixões
Humano, demasiado humano
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Textos
Minha casa é o corpo dela
Eu não tenho casa
Não tenho paradeiro ou direção
Sigo sem rumo ao sabor do vento
Nunca estou onde estou
Pouso em qualquer lugar
Não deixo rastro nem marcas
Só palavras por decifrar
Me embrenho no breu da mata
Desapareço no fundo do mar
Hoje moro na ilha
Amanhã onde o vento soprar
Cresci feito planta
Concebido de semente perdida
Alimentado pelos elementos
Água da chuva bebi
Luz do sol absorvi
O sal da terra sorvi
Cresci frondosa árvore
E floresci
Hoje ofereço frutos
Espalho sementes de amor
Escondidas entre palavras
Mas eu não tenho casa
Não tenho aonde ir
Nem porque de chegar
Minha casa é o corpo dela
Terra fértil que espero desfrutar
Luís Carlos Pileggi Costa
Enviado por Luís Carlos Pileggi Costa em 06/12/2020
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